Quando entrei na Engenharia da Computação, imaginava que aprenderia programação, algoritmos, eletrônica e inteligência artificial.
Aprendi tudo isso.
Mas descobri que a maior lição não estava nas disciplinas.
A Engenharia da Computação me ensinou a enxergar problemas de uma forma diferente.
Em vez de pensar "isso não tem solução", comecei a perguntar:
"Como posso resolver isso?"
Essa mudança de pensamento ultrapassou a faculdade e transformou minha vida.
Ser mãe atípica de três crianças autistas significa lidar diariamente com situações inesperadas. Nem sempre existe um manual, uma resposta pronta ou um caminho perfeito.
Assim como na engenharia, muitas vezes precisamos observar, testar, ajustar, aprender com os erros e tentar novamente.
Nem todo bug está no código.
Às vezes, ele está na forma como organizamos nossa rotina, administramos nosso tempo ou enxergamos um desafio.
A engenharia também me ensinou que grandes sistemas são construídos por pequenas etapas.
Da mesma forma, grandes sonhos também.
Cada aula estudada depois de um dia de trabalho.
Cada atividade feita depois que as crianças dormem.
Cada projeto iniciado mesmo com medo.
Cada pequeno avanço importa.
Hoje percebo que resolver problemas não é apenas uma habilidade técnica.
É uma habilidade para a vida.
É acreditar que sempre existe uma alternativa, um aprendizado ou uma nova tentativa.
A Engenharia da Computação não mudou apenas minha carreira.
Ela mudou a maneira como enfrento os desafios, como organizo minha rotina e como acredito no meu próprio potencial.
E talvez essa tenha sido a maior tecnologia que aprendi: desenvolver uma mentalidade capaz de evoluir todos os dias.
💙 E você? Qual aprendizado da sua profissão acabou transformando a sua vida além do trabalho?
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